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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

De quem é a responsabilidade da Educação?

Diante de uma mensagem que recebi em junho, não me hesitei em escrever algumas considerações, as quais posto agora.


A mensagem era a seguinte:

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?

"Passe adiante! Precisamos começar JÁ!

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...


Em seguida, apresentava-se esta figura:






De quem é a responsabilidade da educação?

A frase acima remete, especialmente, à responsabilidade dos pais na formação dos filhos. Mas, enquanto educadora, quero questionar a participação do profissional da educação na formação dos "filhos de hoje".



Realmente, a realidade social é bem diferente de alguns anos para cá. Claro, que nós não poderíamos esperar que tudo sempre fosse igual. Porém, o que nos "assusta" são os dois pólos extremos, mostrados na figura e que não estão muito diferentes da realidade.


Todos sabem que é necessário encontrarmos o equilíbrio na relação escola-professor-aluno-pais, pois essa relação interfere diretamente em toda a SOCIEDADE. A solução dessa situação não cabe apenas a nós, professores, sabemos que é uma somatória de fatores e de sujeitos envolvidos nesse fato social que é a escola.


Mas, enquanto educadores, o que poderíamos fazer para trazer um equilíbrio para essa situação? Compete a cada um de nós refletir e buscar aplicar à nossa realidade, algumas ações, ainda que, aparentemente "mínimas". E, para tal, não existe "receita", ainda que possamos ter encaminhamentos e propostas diversas que "funcionaram" num determinado contexto, cada realidade é muito peculiar e exige um trato específico.


Por isso, falar em Educação, hoje, parece pender para dois lados: desmotivação ou utopia. Para mudar esse quadro, temos que romper com a passividade e "colocar os pés no chão". Calar-se, não resolve nada, só aumenta o caos.


Parece poético, mas é fato: temos que falar, agir e, ainda que não solucionemos de vez, se pudermos minimizar os danos e "salvar" alguns, já não será em vão, e mais, se as nossas ações fizerem diferença para uma pessoa, já terá "valido a pena".

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